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Fashion Stories

“Toda fotografia  de moda é um retrato, todo retrato é uma fotografia de moda."

Irving Penn

 Não acredito em fotografias de moda feitas de moto próprio, sem uma encomenda por trás. Sempre há algo a cumprir e talvez resida aí -nesta tensão  entre as injunções do pedido e as realizações das ideias de todos os envolvidos (modelos, veículos, editores, stylists, cabeleireiros/maquiadores) no processo de criação destas imagens -, a magia da coisa toda.

Passear entre os muitos universos da fotografia pelos quais transito e, vez por outra, me deter sobre a faceta de um  deles, me trouxe aqui à esta exposição. Fotografar moda requer uma imersão, não só no contexto da fotografia e da moda, mas sim na construção cênica de quadros que irão  se tornar fotografia por uma mera condição de seu registro. Explico-me: a fotografia de moda é muito menos uma fotografia nos moldes como foi consagrada esta técnica e forma de expressão, nas premissas do “instante decisivo” do lendário  Cartier Bresson, e muito mais uma subversão  deste  instante, ao ponto de torná-lo uma sessão inteira com duração de muitas horas. Mesmo os fotógrafos de moda, e aqui me incluo eu, que usam cenas da realidade e das ruas na sua produção, se utilizam de ensaios, repetições  e preparações de suas modelos/atrizes, exaurindo-as  até que a cena se concretize, tomando emprestado, no seu método, alguns processos próprios da dramatização e encenação teatral. Afirmando assim o caráter inventado e “anti-fotográfico” de sua criação. Cada estória de moda tem seu subtexto e sua sintaxe, são fragmentos justapostos, dando um nexo proposto por seus autores, digamos assim, fashion, à pequenos esquetes onde  beldades se expressam corporalmente com estilo, glamour, sensualidade e muitas vezes contra tudo isso. 

Não foi fácil pinçar apenas este pequeno conjunto de imagens aqui expostos. É um resultado bem sintético, extraído de minha historia de mais de trinta anos nesta atividade, na qual estive operando a câmera  e dirigindo de uber tops, atrizes, às simples modelos pelo mundo afora, tentando construir uma narrativa de todo este processo  no qual  fotografar roupas  vestidas por elas é um pretexto para constituir minhas próprias fábulas.

Obviamente quando estas fotografias se descolam do momento de sua execução e das regras nas quais foram regidas e passam a existir per si, adquirem um novo sentido, transcendem as imposições daquela época e se constituem em um novo todo. Ei-lo aqui.

Apresentado na Galeria Portfolio (Curitiba) em 2016.

Bob Wolfenson

Fashion Stories

“All fashion photos are portraits and all portraits are fashion photos.” 

    Irving Penn

 

I don’t believe in fashion photos that are made spontaneously, out of one’s own will, without a commission behind it. There is always something that needs to be accomplished and that is perhaps where the magic resides – amidst this tension between the injunctions of the order and the realization of the ideas of all of those involved (models, agents, editors, stylists, hairdressers/make-up artists) in the process of creation of these images.

 

The impulse to produce this exhibition came out of my roamings through the many different photography worlds. Fashion photography requires an immersion, not only in the context of photography and fashion but in the construction of the scenery and frames, which will be transformed into photography upon the mere condition of its registration. I’ll explain myself: fashion photography is less a photography that follows the norms that denote this form of expression, following the premises of Cartier Bresson’s “decisive moment,” and a lot more a subversion of this moment, to the point of transforming it into a whole session lasting many hours. Even the fashion photographers, myself included, who make use of real life scenes and streets in their productions, draw on rehearsals, repetitions and preparations of their models/actresses, exhausting them until the scene is concretized. In their methods they borrow some of the processes particular of theatrical dramatization and enactment and affirm, in this way, the invented character and the “anti-photographic” of its creation. Every fashion story has its subtext and its syntax, they are juxtaposed fragments that offer the nexus proposed by their authors. Lets put it this way: fashion - small scenes where beauties express themselves corporally with style, glamour, sensuality and sometimes even opposing these elements. 

 

It was not easy to select the small set of images exposed here. This is a very synthetic result, extracted from my personal story in this area, which is more than thirty years old and where I have operated the camera and driven around actresses and models in many places around the world in an attempt to build a narrative out of this whole process, as I registered their clothes as a pretext to build my own fables. 

 

Obviously, when these photos disconnect themselves from their moment of execution and from the rules that directed them and start to exist per se, they acquire a new meaning, transcending the impositions of their time and constituting a new whole. Here they are. 

Shown at Galeria Portfolio (Curitiba) in 2016.

Bob Wolfenson