BOB WOLFENSON

Bob Wolfenson fotografa há 35 anos. Cresceu no Bom Retiro, bairro judaico localizado na região central da cidade de São Paulo. Nos anos 1980 viveu durante um ano em Nova Iorque, onde trabalhou como assistente do fotógrafo de moda norte-americano Bill King. Na sua volta ao Brasil, inicia um período mais prolífico de sua carreira, voltado à fotografia de moda. Enriquecido pela experiência americana, passa a colaborar com as principais publicações brasileiras e grandes agências de publicidade internacionais.

Nos anos 90, consagra-se como um dos grandes nomes da fotografia no Brasil. O livro Jardim da Luz – composto de retratos de inúmeras personalidades da cena política, artística e cultural brasileira – e a sua respectiva exposição, realizada no MASP, confirmam a eminência de seu trabalho.

Em 1995, é laureado pela Funarte (Fundação Nacional das Artes do Ministério da Cultura) como o melhor fotógrafo do ano na categoria arte. No ano seguinte, recebe o prêmio de melhor fotógrafo de moda pelo Phytoervas Fashion Awards.

Sua face mais eclética vem à tona nos anos 2000. Idealiza e concebe a exuberante revista 55, dedicada às artes visuais e à cultura brasileira. A 55 chega apenas à segunda edição, dando lugar à sua sucessora, a revista S/N.

À ocasião do São Paulo Fashion Week de 2003, realiza uma grande exposição de retratos de moda, Moda no Brasil por Brasileiros, que ocupa o pavilhão da Bienal de São Paulo durante o evento. A exposição dá origem a um livro homônimo, lançado pela Cosac&Naify.

Em 2004, o Museu de Arte Brasileira – FAAP abriga uma grande exposição que conjuga duas séries fotográficas de sua autoria, e é a matriz para o livro Encadernação Dourada – Antifachada, também editado Cosac&Naify.

Uma campanha para a Grendene, para a qual fotografou Gisele Bündchen, lhe rende o 1o prêmio da Fundação Conrado Wessel para fotografia publicitária, em 2005.

Em A Caminho do Mar, o fotógrafo explora a área das refinarias de Cubatão, a partir de um diálogo-lembrança com memórias da infância. O trabalho é exposto em 2007 na Galeria Millan, em São Paulo. No mesmo ano, assina as fotos de um calendário das grandes modelos brasileiras, realizado para a São Paulo Fashion Week.

Em 2008, lança pela editora Schoeler o livro-caixa-portfólio Cinepolis, trabalho que revela uma visão cinematográfica da vida cotidiana, sublinhando seus aspectos melancólicos e devastados.

Em 2009, a partir do portfólio editado, realiza a exposição Cinepolis, no Museu de Arte Moderna da Bahia. O trabalho volta a ser exposto em 2011, na Galeria da Gávea, no Rio de Janeiro.

A mostra Apreensões, que ocupou o Centro Universitário Maria Antônia e esteve presente no SP-Foto, ambos em 2010, escancarou em detalhes o interior dos depósitos onde as capturas da justiça são armazenadas. Registrando drogas, automóveis, animais silvestres e armamentos, o fotógrafo cruzou o país criando “um inventário de uma certa tragédia brasileira”, como ele mesmo descreve. O livro das Apreensões foi editado pela Cosac&Naify.

Bob revisita suas memórias de infância na exposiçãocoletiva Bom Retiro e Luz: Um Roteiro, 1976 – 2011, que homenageia os tradicionais bairros paulistas. A mostra, concebida para o Centro de Cultura Judaica de São Paulo em 2011.

No campo da publicidade e moda, alguns de seus clientes são: Volkswagen, Itaú, L’oreal, Vivara, Arezzo, Mitsubishi, Claro, C&A, Vivo, Credicard, Tim, , Riachuelo- Osklen, além das conceituadas revistas Vogue, Elle, Wallpaper, Photo, entre inúmeras outras.

Ganhador de inúmeros prêmios, Bob segue trabalhando incessantemente em São Paulo para as principais publicações nacionais e algumas internacionais. Sua obra integra importantes coleções de arte como as do MASP, Itaú Cultural, Museu de Arte Brasileira-FAAP, MAM-SP, Coleção Pirelli-MASP, etc.